Álvaro Parente: “Dou tudo para ganhar”

Em entrevista à “revista J“, Álvaro Parente partilhou os seus passatempos e gostos, definiu metas e confirmou ambições.

Parente divulgou à revista d’O JOGO as suas paixões pelo futebol e surf, e também o talento no Ténis.

Uma entrevista deveras interessante, que o Blog Oficial reproduz na íntegra, aqui.

Mário Cabral, Pedro Matos Chaves, Pedro Lamy e Tiago Monteiro. Por aqui se ficam os portugueses que já tiveram o privilégio de conduzir um carro de Fórmula 1 no Campeonato do Mundo. Mas, e apesar do ponto do piloto de Torres Vedras e do pódio, mais recente, do gestor hoteleiro, as passagens lusas pelos bólides foram isso mesmo… passagens.

Procura-se a primeira participação marcante, que poderá já estar na calha. Álvaro Parente, de 24 anos, é a nova esperança do automobilismo português e, a par de Filipe Albuquerque, constitui a dupla de candidatos a entrarem no circo. Natural do Porto, Álvaro talvez até esteja melhor posicionado para alcançar o ambicionado bilhete. Numa altura em que prepara activamente a época de 2009 no GP2, ano que espera ser de lançamento para a Fórmula 1, o piloto revelou-nos a sua queda para o desporto… quando não está a competir.

Começou nos karts aos quatro anos, praticou futebol na escola, foi federado de ténis, pratica surf com os amigos e é piloto de competição. Álvaro não gosta de estar parado e todas as desculpas são boas para sair à rua para praticar desporto. “É algo que gosto desde pequeno e sempre tive de experimentar tudo. Competi em ténis quando era mais novo e joguei futebol em torneios de escola, até cheguei a treinar num clube da Foz. Mas chegou a uma altura em que tive de escolher e é dos automóveis que mais gosto e também aquilo para o que tenho mais jeito.” Não admira, pois o piloto é o terceiro ás do volante numa família que quase “fundou” o desporto automóvel em Portugal.

Tudo começou pelo avô, Adérito Parente, apaixonado por provas de estrada e um dos primeiros construtores de carros de competição no nosso país. A ele lhe seguiram Adérito e Zé, tios de Álvaro e apaixonados pelos Ralis, e Álvaro… pai. O progenitor da actual promessa lusa competiu durante 29 anos em várias provas de velocidade. “É óbvio que tudo isto me influenciou. Sempre me habituei a ver corridas de carros de toda a gente da minha família, tenho lá os troféus do meu avô, e foi quase natural que quisesse seguir este caminho também” lembra o jovem.

Bom de bola… embora a escolha tenha sido a óbvia, o trajecto até lá chegar não foi o mais convencional. Álvaro teve o seu primeiro kart aos quatro anos e o primeiro circuito foi desenhado com vasos no court de ténis da propriedade da família. Ironicamente seria a forma de juntar as duas paixões na vida do piloto. O ténis viria a ser a outra modalidade da vida de Parente que, até há poucos anos, ainda era federado e competia. A profissionalização nas quatro rodas levou-o a deixar as raquetes, mas a paixão ficou. “Continuo a jogar muitas vezes, todos os fins-de-semana, pelo menos. Mas não é fácil arranjar parceiros para mim, porque já estou num bom nível de jogo. Entre os meus colegas de corrida, os outros pilotos, não dá porque, além de estarmos sempre todos ocupados, é complicado arranjar quem jogue bem… não posso jogar com qualquer pessoa, sob o risco de não dar luta”, admite Álvaro em jeito de brincadeira.

Mais calmos serão os jogos de futebol em que se envolve semanalmente com os amigos. O objectivo continua a ser ganhar, mas aqui, e por ser um desporto de contacto, leva-o a ter outros cuidados. “Tento não entrar em situações arriscadas. Os outros têm pouco a perder, mas eu não posso arriscar lesionar-me numa brincadeira.” É também esse cuidado que o leva a escolher bem as ondas onde pode entrar quando está em cima da prancha a fazer surf.

Iniciou-se há alguns anos nesta prática aquática, que pratica na companhia de amigos e algo que faz por pura diversão. Mas talvez seja o único dos quatro desportos em que não luta em cada onda pela vitória. Em todos os outros o objectivo é só um. “Dou tudo para ganhar, seja em que desporto for, e fico danado quando não ganho. Mas é de uma forma positiva, ou seja, tento ver onde falhei e o que fiz de mal para poder bater o adversário na próxima vez.”

GP2: Depois dos erros, o título

A primeira época de Álvaro Parente na GP2, a competição considerada a ante-câmara da Fórmula 1, não foi excelente, mas o oitavo lugar no final da temporada está longe de ser considerado uma desilusão. Logo na primeira corrida, na Catalunha, a vitória augurava algo de bom com a equipa SuperNova Racing, mas o que veio a seguir não ajudou. “A época devia ter sido bem melhor, estava a contar com isso. Não fossem tantas falhas mecânicas e erros da equipa e tudo teria sido diferente. No meu ano de rookie dei o meu melhor, estou contente com o que fiz, mas houve uma série de falhas que ninguém podia controlar, mas sem elas teria conseguido um lugar nos cinco primeiros. Mas o meu objectivo não é esse, é estar no topo e é isso que vou tentar fazer.”

Em 2009, muito provavelmente com uma nova equipa, Álvaro quer lutar pelo campeonato para assim seguir a tendência dos últimos cinco pilotos, campeões e vice-campeões, do GP2, que seguiram para a Fórmula 1. Nico Rosberg, Lewis Hamilton e Timo Glock, campeões de 2005, 2006 e 2007, já estão na Williams , McLaren e Toyota, respectivamente, enquanto Heikki Kovalainen e Nelson Piquet Jr, que ficaram nos segundos lugares em 2005 e 2006, correm actualmente pela McLaren e Renault. Álvaro espera que uma boa prestação em 2009 lhe abra as portas até porque tem um objectivo a cumprir assim que atingir a disciplina máxima do desporto automóvel de velocidade. “Nunca houve um piloto português na Fórmula 1 com sucesso, que lutasse por pontos em todas as corridas. Gostava de ser eu, e trabalho para isso. O meu objectivo não é chegar à Fórmula 1, é ficar por lá.”

Texto: Rui Jorge Trombinhas
Fotos: Jorge Carmona
in: Revista J (O JOGO)

4 Respostas

  1. Não sabia que o Álvaro também gostava de praticar outros desportos, está uma entrevista interessante na qual para mim a frase marcante é: “O meu objectivo não é chegar à Fórmula 1, é ficar por lá.” De facto esperemos que seja mesmo isso que aconteça e todos nós estamos a torcer para que assim seja!!

    Força Álvaro!!!

  2. Se o Álvaro não chegar à F1, os portugueses vão ter um sabor tão amargo na boca… pelo menos, falo de mim.

    Força Varinho, já te imagino na Ferrari ao lado do meu Felipe Massa!

  3. “O meu objectivo não é chegar à Fórmula 1, é ficar por lá.” fantastico.
    mas o que é que os senhores do jornal o jogo percebem de gp2 para descreverem a epoca de 2008 na supernova com a palavra ERROS ? se existiram erros foram antes de mais da ekipa.os erros que sao da responsabilidade do alvaro foram poucos e aconteceram porque ele partia de tras,devido as famosas estrategias de qualificação da supernova.pelo menos mais um podio em valencia era realista.façam as contas aos pontos do soucek e do parente.ERROS ? quem viu as corridas como eu vi sabe que na gp2 ha 3 tipos de pilotos : os que so la tao para fazer numero(a grande parte) os que prometem mas nao valem muito (buemi chandok senna pantano maldonado zuber) e os verdadeiros talentos (parente grosjean di grassi) . ERRO é escrever e falar sem conhecimento de causa,isso sim.

  4. Meu caro Quark… é bom ver que ou não sabe ler ou não quer ler.
    Critica a revista por dizer que houve erros, quando os erros mencionados na entrevista são precisamente da equipa, os mesmos que fala na seu comentário.
    para a próxima leia bem as coisas antes de desatar a criticar os outros
    Cumps

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