Melhor corrida de AP em 2008?

Aqui fica um artigo de “descontracção”… qual foi a melhor corrida de Álvaro Parente em 2008?

Na sua temporada de estreia na GP2, o Álvaro conseguiu vencer na primeira corrida que realizou (um recorde na categoria), em Barcelona, agarrando também a volta mais rápida. No Mónaco, largou de 11º para um surpreendente 5º lugar na primeira corrida e um terceiro na segunda. Na Alemanha, partiu da sétima posição e, nas últimas voltas, superiorizou-se de forma incrível quando a chuva castigou Hockenheimring, terminando num excelente 3º lugar. Em Valência, foi uma das estrelas da estreia do circuito, tendo ficado sem gasolina a poucas voltas do fim, quando seguia na primeira posição. Finalmente, em SPA, partiu de segundo para liderar uma corrida atípica, acabando por ser ultrapassado por Romain Grosjean, num carro nitidamente superior. A segunda corrida ficou marcada por um acidente provocado por uma falha de travões.

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36 Respostas

  1. Não sei dizer qual foi a melhor corrida do Álvaro, uma vez que não vi as corridas todas, mas diria que a corrida de Barcelona, pela vitória alcançada, terá sido a melhor.

  2. Votei Barcelona, embora a prova em Nurburgring tenha sido um carrossel de emoções e alteração de lugares.

    Mas em Espanha foi mesmo a estreia e logo ali se viu como o Álvaro protegeu a dianteira do princípio ao fim, mesmo perante pilotos veteranos e com mais rodagem nos monolugares da GP2.

    Vi tudo pelo streaming, do princípio ao fim, sem arredar pé. E logo os comentadores rotinados da Eurosport disseram mal a prova terminou; “atenção a este piloto português”. As boas corridas que fez ao longo da época confirmaram que se tratava de um piloto rookie com grande talento, mesmo que nem sempre tenha utilizado o SuperNova a gosto.

  3. bem,esta é dificil,tou indeciso.
    barcelona foi uma estreia em grande.durante cerca de 30 voltas teve bruno senna a pressionar,mas nem por isso alvaro parente se deixou impressionar.nesta corrida deu perfeitamente para ver a perfeição na condução do AP : enquanto o senna e outros se atravessavam nas saidas e queimavam travagens nas entradas,o supernova nº8 parecia que andava sobre carris.não é qualquer rookie que aguenta 30 e tal voltas sob pressao sem cometer um unico erro ! e por muito que o senna se aproximasse na realidade nunca chegou a estar em posição de atacar a liderança.

    quanto a nurburgring,foi durante a corrida quase toda, uma corrida aborrecida,em que parecia que o melhor a que o alvaro poderia aspirar era um ponto (8º lugar) no entanto a cerca de 8 voltas do fim,começa a chuva…creio que os unicos que não mudaram para slicks foram pantano,o lider,grosjean o 2º, e parente 8º . mantendo-se com slicks gastos numa pista molhada,em condiçoes extremamente traiçoeiras,grosjean tirou o pao da boca a pantano,e parente saltou para terceiro,em 8 voltas improprias para cardiacos.so mesmo visto,os meninos todos a andar muito devagar com pneus de chuva a fazer pioes por todo o lado, e o alvaro com slicks a dar show e a impor-se a zubers villas sennas etc . o senna, mesmo depois de ter calçado os pneus de chuva ainda fez dois ou tres erros embaraçosos.
    os comentadores da sportv brasil ficaram tao tristes quando perceberam que o bruno foi papado pelo alvaro hehehe
    se juntarmos a isto um pneu furado no carro do parente…pois é temos aqui um prodigio.
    se quiserem considerar todas as corridas em 2008,penso que a do qatar na gp2 asia tambem foi em 2008.o resultado não espelhou o desempenho do alvaro,que esteve sempre endiabrado,mas aquelas duas ultrapassagens ,ao mortara e ao kobayashi foram mesmo doutro mundo !

    a escolha é dificil,mas acho que vou optar por barcelona,quanto mais não seja porque é um feito que ainda nenhum outro piloto conseguiu igualar : chegar à gp2,ver e vencer. já começa a ser uma especie de “cartão de visita” do alvaro parente !

  4. Votei Alemanha pois as voltas que o Álvaro realizou com pneus slicks com o piso molhado foram de facto de mestre, ao alcance apenas de um grupo restrito de pilotos. A prova foi em Hockenheim, não em Nurburgring 😛
    Abraço

    • Exactamente pelas mesmas razões votei Hockenheim!

    • sim tens razao diogo , Hockenheimring

    • Escrevi Nurburgring mesmo tendo o João escrito Hockenheimring porque n me lembrei do sistema de rotação e geralmente associo o GP da Alemanha a esse circuito. Força do hábito. 😀

  5. Os resultados é que contam. Votei Barcelona.

    • Se assim fosse, o Álvaro tinha 7 rookies à frente dele para chegar à F1, o que seria injusto.

      • Injusto porquê? Conseguiram melhores resultados.

      • Basta olhar a tabela em https://alvaroparentegp2.wordpress.com/gp2-2009/ para verificar que o Álvaro, quando desistiu estava bem classificado, praticamente sempre dentro dos prontos (7 em 9 desistências, apenas não estava nos pontos no Mónaco).
        Depois vamos analisar as razões das desistências e, a olho, diria que muitas das vezes isso aconteceu porque outro piloto bateu no Álvaro e ele foi forçado a desistir, ou teve problemas com o carro, embora em algumas situações tenha sido por problemas normais de corrida (1ª do Algarve e 1ª de Barcelona, por exemplo) ou por culpa própria (1ª da Turquia, quando ia a atacar a liderança). Isso quer dizer que o Álvaro era rápido, teve azar e podia, perfeitamente, ter alcançado melhores resultados ao longo da época. Podemos dizer que isso podia acontecer a outros, mas o Álvaro terá sido dos que teve mais azar por culpa alheia ao longo da época de 2009 da GP2.

    • Tu és daqueles que só olha para os números…
      Mas olha que o talento não está só nos números, está no espírito demonstrado em toda a corrida , está nas coisas feitas, atingidas em corrida.

    • Os resultados nem sempre contam, caso contrario o Pantano a esta hora estaria na F1 😉

      • 1. Errado, os resultados contam sempre, podem é não ser suficientes. Pantano já tinha estado na F1 e as coisas não lhe tinham corrido bem. É muito raro um piloto sair e voltar a entrar na F1 (eu sei que já aconteceu, escusam de dar exemplos, mas é raro).

        2. Errado, eu, e muitos outros não olhamos só para os números. Aliás, eu até já pensei que se calhar era mais engraçado ver o AP na GP2 outra vez em 2010, tal foi a pica que deu 2009. Mas somos pragmáticos e metemo-nos nos sapatos dos compradores. Para um comprador, o AP, contas feitas, fez duas épocas medianas de GP2. Mostrou muita rapidez, mas incapacidade para a concretizar.

        3. Dá-me pena ver as pessoas a queixarem-se do azar. Vocês acham que o AP depois de se espetar vai a correr para as saias da mãe a berrar “Foi azar mamã, foi azar, a culpa não foi minha!”? 🙂

        4. Façam-se homenzinhos e percebam que o AP não é o super-homem, que também comete erros, e que, tal como todos os outros pilotos, por vezes se mete em situações das quais não consegue sair. É a vida 😉

  6. Simples… Bélgica. Uma corrida define-se pelo seu total de voltas, ou seja, conta-se a prestação do piloto em todas as voltas percorridas. Na Alemanha, o Álvaro brilhou nas últimas 2/3 voltas. Em Barcelona teve a felicidade de partir de 2º e o Maldonado ficar parado em 1º. Na Bélgica, travou uma intensa luta com o Romain Grosjean durante a totalidade da prova. Demonstrou as suas grandes qualidades, e até me fez lembrar do Varinho dos tempos da F3 Britânica, e até mesmo da F3 Espanhola.

    • Não concordo. Uma corrida define-se pelo fim-de-semana completo e muitas vezes pelo trabalho feito nas semanas e meses anteriores. Para beneficiar de problemas do detentor da pole, AP teve que ser melhor do que o resto do pelotão logo na 6ª Feira. Liderar desde o início, sem contemplações, sem hesitações, essa é a verdadeira marca de um verdadeiro campeão. Andar a lutar no meio do pelotão é só para os que o não conseguem.

      • Uma coisa é andar a lutar no meio do pelotão e ficar por lá.
        Outra coisa ( e do Varinho ) , não é apenas lutar no meio do pelotão e ficar por lá, porque quando ele está a meio do pelotão, faz corridas ao ataque , e ganha o maior numero de lugares possíveis( E só anda a lutar no meio do pelotão por falta de sorte ou poucas vezes por má estratégia no qualificação, porque quando partia da frente, fazia o que sempre faz , ao ataque) .O varinho nunca fez um corrida a andar para trás, não me lembro de nenhuma, e aposto que já vi mais corridas do que tu. Por isso, ou só queres ser do contra, ou não sei o que estás aqui a fazer,

        P.S- Vê mais corridas trody

      • Um off-topic para o David. És de Darque, Viana do Castelo?

      • Não sabia que aqui não podemos ter opinião. 🙂

        Eu não vi muitas corridas do AP, mas já vi algumas (poucas) dezenas. Na verdade sou um fã recente. A primeira corrida que vi foi, curiosamente, a de Barcelona. O que não me retira direito a opinar, especialmente num blog público destinado a… opinar. A menos que os fãs tenham que cumprir mínimos olímpicos para o serem 🙂

        Na primeira época de GP2 foi óbvio que as más qualificações arruinaram muitas vezes a corrida. Da única vez que ele se qualificou na primeira linha (penso que foi só essa) ganhou a corrida. Se lhe perguntares, tenho a certeza que ele prefere essa situação.

        Também nunca vi o AP a andar para trás, sempre o vi a ter que andar para a frente. E sabes que mais? O prob é mesmo esse. Sempre se viu obrigado a fazer grandes recuperações com tudo o que isso implica.

        Mas David, os campeões do mundo não o foram porque fizeram recuperações espantosas. Foram-no porque conseguiram ser consistentemente rápidos durante toda a época. Desde 6ª Feira até Domingo.

        Não vou perder tempo a tentar demonstrar que sou muito ou pouco fã do AP. Mas, julgo que vale a pena tu perderes tempo a pensar na tua atitudezinha de ditadorzeco de meia tijela. Aqui toda a gente tem direito à sua opinião e nem todos estão cegos de tão fanáticos. Para alguns aqui (como tu) só o AP é que é um bom piloto com muito azar. Os outros são todos maus com muita sorte… 🙂 Eu não entro nessa. Até pensava que os portugueses já tinham ultrapassado a síndrome das vitórias morais. mas afinal ainda alguns ficaram para trás.

        Houve 7 pilotos que ficaram à frente e portanto, na minha opinião, houve 7 pilotos que durante esta época foram melhores que o AP. Olhando para os resultados, e lendo os comentários feitos pelo próprio AP e que aqui foram publicados, esta época foi um fracasso. Enfim, opiniões 😉

        P.S. – Vê se te curas David

      • @trody
        foi um fracasso tao grande que está em negociações com mais que uma equipa de f1 …
        não concordo totalmente com o que dizes.button foi o melhor piloto este ano ?
        ja ouviste falar de sterling moss ou villeneuve ? como nao foram campeoes nao deves ter ouvido falar… 😉
        se os team managers fossem como tu,a formula 1 era um desporto de velhos e ainda la andava o fangio,se fosse vivo.
        nem tanto ao mar nem tanto à terra amigo.

      • Eu não estou aqui a dizer para vires comentar ou não.
        E para já, quem se está a armar em “ditadorzeco de meia tijela” és tu, a minha opinião não é absoluta, eu comento os factos, não comparo pilotos, tu é que estás aqui a chamar-nos “ceguetas”, quando nós somos fãs que acompanham ao pormenor a carreira do varinho, não comentamos só por olhar numa tabela de classificação e já está.

        Não vale a pena alimentar uma discussão que já começou com insultos, por isso, é melhor para por aqui.

        Para o Nuno:
        Não, sou do Porto 😉

      • Quark, repara que foi o próprio AP que disse que a época não tinha sido boa, porque a ideia era lutar pelo título. Não tenho de memória, mas julgo que nem se chegou a metade dos pontos do vencedor.

        São poucos os pilotos que passaram pela F1 nas últimas décadas que não conheço. O villeneuve e o moss era espectaculares. E então? Alguém disse o contrário? F1 cheia de velhos? O q é q eu disse q possa levar alguém a pensar isso? Eu apenas disse, que perante os resultados, este ano outros foram melhores que o AP. Ou acham que o AP é que foi o melhor? 🙂

        David, jovem, tu é que disseste, e passo a citar “ou só queres ser do contra, ou não sei o que estás aqui a fazer” o q reforçaste com um “Vê mais corridas”.

        I.e. depois de questionares sem qualquer fundamento as razões dos meus comentários ainda te achaste no direito de me julgar incapaz de emitir opiniões. São estes os “factos que comentas”? A discussão começaste-a tu. E uma pessoa quando vai à guerra, dá e leva 😉

  7. Com todos os azares, e com todas as virtudes,ja muito discutidas por aqui corrida a corrida caro Trody, penso que o Alvaro merece a sua opurtonidade na F1.Nas qualificações bateu sempre o seu colega de equipa, e por ai e que tem que ser visto,pois ambos tem carros iguais.Não peça ao Alvaro que com um Super Nova, ou um ORT, que consiga dominar os treinos logo na sexta feira,Teria que se pedir isso ao Alvaro , se ele estivesse numa ART, ou ISPORT, mas infelizmente isso numa aconteceu por causa dos poucos patrocinadores que o Alvaro tem.Mas o talento esta la , e se fore bem aproveitado vai dar que falar.Precisa simplesmente de não estar nervoso como esteve nas primeiras corridas deste ano.Ja me esquecia votei Hockenneim.

    • Caro José Neves, ninguém mais do que eu acha que o AP merece uma oportunidade na F1. Acho mesmo que tem um talento comparável a grandes campeões do passado. Mas para já não mostrou mais que isso. E se há alguém que não lhe pede nada, esse alguém também sou eu 😉

      • Ok Trody, foi um mero reparo.Cada um de nos ve as corridas e analisa-as da formaa
        que acha a mais correcta.Nas primeiras corridas e se estiver lembrado
        eu andei sempre a criticar as actuações do Alvaro nas primeiras
        corridas de cada Grande premio porque estragava a segunda,destruindo
        todo o fim de semana de corridas e não pontuando.Mas tenho que lhe
        reconhecer enorme talento e velocidade, esperando eu que na F1não
        tenha tanta falta de sorte, e espero que a equipa seja competitiva, para que
        ele se possa mostrar as grandes equipas,e não caia no esquecimento.
        Por esse motivo tenho dito que gostaria de ver o Alvaro numa equipa mediana.
        Não sei ate que ponto a Manor lhe pode dar isso, mas sera a equipa possivel
        para se iniciar na F1.Desjo sorte ao Alvaro.

  8. Hockenneim, onde de slicks à chuva foi 200 vezes melhor que o Senna com pneus decentes

  9. Bem, ausento-me por um dia e dá nisto? Porra, meninos! 😛

    Na minha opinião – que não é só a minha opinião porque fui sabendo de mais algumas coisas que se passam dentro da GP2 -, o Álvaro teve, no mínimo, uma das 4 melhores performances de 2009 na GP2, ao longo da temporada toda. Mesmo contando com o início menos bom.

    Respondendo a alguns que aqui comentaram, os resultados contam! Uma vitória é sempre uma vitória e um pódio é sempre um pódio, é palmarés.

    Mas, felizmente para nós, não é só isso que conta e talvez até conte menos de 50% para as escolhas de uma equipa de F1. Em primeiro lugar, o dinheiro conta muito eheheh

    Em segundo lugar, as performances também são muito importantes.

    Agora já respondendo ao Trody, o facto de o Álvaro fazer imensas corridas “de trás para a frente” não pode ser encarado como algo mau, muito pelo contrário! Numa equipa estreante como a ORT, era mais do que natural não conseguir largar da primeira linha. E, para entrar na F1, é muito importante mostrar que se conseguem fazer recuperações em corrida, quando o carro (de uma equipa estreante) “não dá mais em qualificação”. Ainda por cima na F1, onde as diferenças entre boas e más equipas são maiores que na GP2, como bem sabemos.

    Como já aqui disse e o Álvaro também o disse, no seu primeiro ano as qualificações foram um ponto fraco da temporada muito devido à estratégia, ou falta dela, adoptada pela SuperNova. Como o José disse, basta comparar os resultados entre coelgas de equipa, que têm material igual, para ver como o Álvaro esteve sempre ao nível que lhe reconhecemos. Basta ver também que, este ano, as qualificações foram bem melhores, apesar de ser numa equipa estreante!

    Quanto a ter havido 7 pilotos melhores do que o Álvaro em 2009 só porque conseguiram mais pontos, aí sou mesmo obrigado a discordar. Apenas 3 pilotos foram melhores que o Álvaro em 2009, e esses foram Nico Hulkenberg (1º), Lucas di Grassi (3º) e Luca Filippi (5º). E em relação ao Filippi… talvez, sendo realista, nem o tenha sido.

    Porquê? Penso que já aqui o disse, os pilotos da Barwa Addax este ano tiveram um “pouco” mais do que o melhor carro da grelha… para não falar outra vez dos motores, prefiro relembrar apenas o caso de Hungaroring, com o tratamento de VIP que o Grosjean teve dos comissários.

    Por isso, os pilotos Barwa, e basta ver a performance do Grosjean na F1, não fizeram mais do que pilotar bem num carro super-bom. E, voltando ao tema de há um bocado, Romain Grosjean partiu da frente na maioria das corridas que disputou este ano. Isso significa que era o melhor? Chegou à F1 e demonstrou que, se partir do meio do pelotão, não sabe fazer uma corrida a sério. E isso não interessa a uma equipa de Fórmula 1; pelos vistos nem o facto de ser meio-francês lhe poderá valer para manter o lugar…

    Quanto a Pastor Maldonado e Giedo Van der Garde, são mais dois pilotos que dispuseram de equipas excelentes – apesar de não terem ajudas “extra” – e que não fizeram mais do que a sua obrigação. Aliás, o Giedo é bem melhor do que o Pastor, este último é uma espécie de Montoya, menos rápido e mais louco, que se não tivesse milhões de petrodólares por trás, nunca teria sequer chegado à GP2.

    Se quisermos mesmo comparar, Karun Chandhok ficou-se pelo 18º lugar na geral – apesar de merecer mais – 10 posições atrás do Álvaro.

    O início da temporada condicionou a posição final na classificação geral, e isso ninguém pode contradizer. O Álvaro denotou algum nervosismo em Barcelona e na Turquia, e SIM, teve muito azar, também. E basta olhar para tudo o que aconteceu:

    – No Mónaco, depois de uma falha no sistema de rádio para comunicar com a equipa, a estratégia não pôde ser alterada e o Álvaro perdeu várias posições, o que lhe tirou a hipótese de pontuar na primeira corrida e, provavelmente, na segunda. Vou fazer a estimativa por baixo… 8 pontos perdidos? 5 de um quarto lugar na primeira corrida e 3 de um quarto também na segunda.

    – Turquia: erro crasso do Álvaro, aqui não houve azar.

    – Silverstone, partindo da 3ª posição, perde uma posição no arranque, e depois é abalroado por Vitaly Petrov. Espero não ter que discutir este incidente, pois o próprio chefe de equipa da Barwa comentou a loucura de Petrov nas primeiras voltas e quase se desculpou aos visados. Numa pista onde o Álvaro está muito à vontade, pode ter perdido cerca de 10 pontos. A primeira corrida ter-lhe ia dado um pódio provável e, na segunda, talvez 1 ou 2 pontos.

    – Valência: corrida 2. Quando seguia na terceira posição, o Álvaro foi abalroado por Eduardo Mortara, que acabou por pedir desculpas ao português. Mortara acabou também por ser premiado pela manobra de ultrapassagem mais optimista do ano, uma maneira de a GP2 Series lhe dizer que foi a maior nabice de 2009. Não acredito que o Álvaro conseguisse mais do que o 3º lugar em que se encontrava nessa altura, por isso: 4 pontos perdidos.

    – Bélgica: depois de vencer categoricamente a primeira corrida, vindo da pole e com volta mais rápida, na segunda corrida o motor rebenta quando seguia na 4ª posição. A isto só se pode chamar azar. Não que os outros também não tenham a sua parte, mas disso já falarei mais à frente. Num circuito em que o Álvaro estava fortíssimo e quem seguia à sua frente poderia não ter andamento para ele, pelo menos um pódia seria altamente provável. Para, mais uma vez, fazer as contas por baixo, 4 pontos perdidos.

    – Monza. Depois de largar de 17º devido às dificuldades da ORT em achar um bom equilíbrio para a travagem, Álvaro Parente fez uma corrida inacreditável. Ultrapassou em lesmo, ultrapassou nas chicanes, sei lá eu onde ele ultrapassou mais. Infelizmente, o mau equilíbrio na travagem acabou por saltar à vista na luta com Lucas di Grassi pela 3ª (!) posição… e o Álvaro viu-se obrigado a cortar a chicane por 3 vezes. Nem vou sequer comentar a dualidade de critérios seguida pelos comissários… o Álvaro cortou a chicane 3 vezes e foi penalizado. Mesmo assim, teria ficado com a 7ª posição, volta mais rápida e 2ª lugar na grelha de Domingo se não tivesse sido novamente penalizado por excesso de velocidade nas boxes. Se por um lado, penso que o Álvaro teve pouca sorte com o carro que teve à sua disposição, também acho que talvez pudesse ter sido mais comedido atrás de Lucas di Grassi e aguentar a 4ª posição, apesar de seguir mais rápido do que ele. Mas valeria isto a pena, considerando a penalização por excesso de velocidade? Enfim, penso que nesta o azar acabou por não ser assim tão inflente, no fim de contas. O Álvaro fez uma excelente corrida mas, por várias razões, não se traduziu em resultados…

    – Portimão: uma ronda em que a ORT partia como quase-favorita, depois das excelentes exibições do Álvaro em SPA e Monza… infelizmente, o azar (sim, o azar) bateu à porta, e o ORT do Álvaro não teve mais do que apenas a 2ª mudança para toda a qualificação. Acabou por partir do fim da grelha. E ESTE AZAR, na qualificação, penso ter custado ao Álvaro muitos pontos, num circuito onde ele seria capaz de partir da primeira linha da grelha com relativa facilidade. Apesar de se ter notado na segunda corrida que o ORT carecia de velocidade de ponta, penso que, partindo da frente, o Álvaro teria conseguido um pódio facilmente. E acredito que toda a gente viu isso. Portanto, voltando a fazer as contas “por baixo”, 6 pontos perdidos.

    Concluindo: todos os pilotos, penso eu, tiveram os seus azares ao longo da temporada. Mas acho que se torna fácil verificar que o Álvaro teve uma quantidade relativamente alta de azares. Somando todos os pontos perdidos nesses azares, que estimei “por baixo”, o Álvaro perdeu cerca de 32 pontos. Sei que todos os pilotos podem ter perdido alguns pontos por azar, mas será que algum dos que ficou à frente deles perdeu tantos? Essa pergunta, apesar de toda a estimativa que fiz por aqui, tem que ser respondida com um não.

    Esses 32 pontos a mais teriam resultado num 4º lugar na geral (62 pontos), 1 ponto atrás de Lucas diGrassi – isto sem contar com os pontos que os 6 primeiros classificados teriam perdido se o Álvaro tivesse terminado as corridas que acima referi.

    Se o Álvaro considera esta uma má temporada? Claro que sim. Ele, melhor do que nós, sabe que podia ter feito esses 62 pontos e que, POR AZAR, não os fez. Sabe também que, sem azar e sem os erros que cometeu, poderia até ter vencido! Mas, mesmo com esses erros, o Álvaro esteve entre os melhores de 2009, com uma equipa estreante. É por tudo isto que digo, e sei o que estou a dizer, que o s 7 pilotos que ficaram à frente do Álvaro na classificaçao geral não foram melhores do que ele, e muito menos são pilotos mais adequados para a F1 do que ele. Desses 7, apenas Lucas di Grassi e Nico Hulkenberg têm verdadeiras qualidades ao nível do Álvaro. Luca Filippi, por sua vez, já fez 3 ou 4 temporadas de GP2 e por isso a sua temporada deve ser considerada um fracasso relativamente evidente, pois teria “obrigação” de ser campeão ou vice-campeão, ao fim de tantas corridas (é o piloto da história com mais corridas nesta competição), ainda por cima numa SuperNova realmente nova (com muito mais dinheiro) em relação a 2008.

    Para finalizar, gostaria de pedir aos intervenientes da discussão (Trody e David Rêgo) que enterrassem o machado… porque, se estivéssemos todos a conversar pessoalmente, seria só risos, sorrisos e cerveja! Por favor tentem encontrar um ponto de equilíbrio e principalmente… calma com as palavras eheh

    Fico à espera de uma conversa entre esses dois que seja bem mais pacífica.

    Cumprimentos a todos e peço desculpa a quem gastou praí 10 minutos a ler isto tudo! 😀

    • Tas-me a dever um copo só por me teres obrigado a ler isto tudo! ahahha 😀

    • É sem dúvida um excelente resumo da temporada do Álvaro, embora as conclusões tenham, apesar da referência a meio do texto, ignorado o facto de os outros pilotos também terem tido problemas (“4ª lugar na geral (62 pontos), 1 ponto atrás de Lucas diGrassi”) . É que, se todos os outros fossem somar os pontos que perderam em circunstãncias idênticas, o AP não ia ficar em 4º…

      O AP mostrou potencial para ser um grande. Vi prestações que nunca tinha visto num piloto português, manobras espectaculares e voltas canhão em corrida que me deixaram de boca aberta. Mas acima de tudo, vi um piloto com verdadeiro carisma, e isso então é inédito entre outros pilotos portugueses que chegaram, ou lutaram por chegar, à F1. Se não fosse assim, se o considerasse apenas mais um piloto mediano, não aqui perderia tempo. Acredito piamente que estamos a ver história a ser escrita.

      No entanto, João, desculpa lá, mas reagirei sempre da mesma forma a quem, por não concordar da minha opinião, me acusar de não estar aqui a fazer nada ou de ser do contra. Não foi para todos podermos seguir e discutir a carreira do Álvaro que este blog foi criado? E assim sendo, não somos livres de opinar? Num sítio destes temos que estar preparados para conviver com todo o tipo de pessoas e opiniões. Cada cabeça sua sentença, e o tempo em que não se podia dizer o que se pensava já lá vai… Não só não me arrependo de ter chamado os bois pelos nomes (expressão comum que não pretende ofender – o que aliás nunca fiz, atente-se ao reparo feito à atiude e não à pessoa), como garanto que continuarei a denunciar quem reagir com tamanha falta de desportivismo a qualquer comentário meu.

      Enfim, espero poder um dia bancar a falada jola 😉

      • Claro, eu disse isso mesmo: todos os pilotos tiveram os seus azares! Mas a verdade é que o Álvaro teve uma “porrada” deles. E, pelas razões que disse, continuo a considerar que ele foi um dos três ou quatro melhores pilotos desta temporada, e não sou o único! Pelo menos há pessoas na Fórmula 1 que concordam comigo e isso já me põe satisfeito eheheh

        Aliás, os únicos pilotos que considero terem tido uma temporada melhor que ele já estão quase confirmados na F1 (Hulkenber e di Grassi), enquanto que os outros não estão tão bem encaminhados: Grosjean com um pé fora da Renault, o Petrov, apesar das quantidades enormes de dinheiro, parece estar a perder a corrida para Pastor Maldonado, que apresenta uma mala ainda mais bem recheada; Luca Filippi parece não ter convencido ninguém (ainda pior que Giorgio Pantano em 2008) e Van der Garde aposta numa segunda temporada na GP2 para maturidade (muito sensato!).

        Acerca das cervejas… eu não prometi nada, o Diogo é que começou a falar de pagar copos, é lá com ele! ahahah 😀

      • Tal como tu, todos nós temos direito a opinar.

        Não gostei das tuas respostas curtas e frias, e como tal, disparei. E a opinar assim pareces obviamente do “contra”, é a minha opinião, acusei-te de tal, pronto.Também não te caiu muito bem o teu “P.S”, e se queres saber, eu estou bem curado e sei do que falo quando defendo o varinho.

        Por isso, se houve exageros, foi dos dois.

        Peace & Love 😉

    • É isso João! 🙂

    • Parece que no próximo encontro vais ter que pagar uma rodada a todos que leram isto e por lá aparecerem.
      Foi uma análise e peras. Talvez um pouco parcial, mas perfeitamente aceitável.

      Não vivemos no mundo dos ses, mas a verdade é que mais do que a pontuação, o essencial é perceber que não são somente os resultados que tem na GP2 que contam para levar um piloto à F1. Até a leitura da telemetria que será fornecida pelas equipas contará, assim como outros factores, uns que o João referiu, mas também outros que talvez desconheçamos.
      No fundo é um processo de recrutamento como qualquer empresa faz, onde procura os melhores para a equipa disponíveis no mercado, e que tenham um perfil definido à partida, eventualmente ajustado ao longo da fase de recrutamento.

  10. excelente analise joao !

  11. Meu Deus!! Que paciência que tive ao ler aquilo… João! Mesmo assim João, não bateste o tamanho dos meus artigos lá no 16 Válvulas. xDD

  12. Só agora é que vi…

    É verdade que esta época não correu muito bem para o Álvaro mas não foi um fracasso. Querem uma época péssima do Parente? Lembram-se de 2003, na F3 Euroseries? Todos os sábados à tarde lá estava eu a ver a RTL para ver se o Álvaro fazia alguma coisa decente, coisa que acabou por não acontecer, conquistando apenas 1 ponto em 19 corridas. Isso sim é um fracasso.

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